segunda-feira, 25 de maio de 2009

Culpa




Desejo reprimido
Aguardando ansioso
Sua realização.

Valente, não desiste
Não passa, não me esquece.

Poderia eu me render a seus encantos?

Penso... logo desisto...
Mas um desistir
tão frágil... tão fênix!
Impossível fugir.
A profecia se realiza e daí
Surge a culpa
Mas não o arrependimento

E reflito.
As conseqüências de tais atos
Valem os prazeres de um desejo realizado?.
Do que terei que abrir mão?

Ainda não pude descobrir.

Rose Passos

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Portas




Pra onde ir?
Qual decisão tomar?
O que fazer quando nos deparamos com uma parede diante de nós?
As portas se fecharam ... só sabemos que temos que sair

Não sabemos como ainda

Nem pra onde seguir

E essa incerteza nos inquieta, nos angustia ...


Sinto MEDO!!!
Um medo que apavora

Que retrai.

Medo de fracassar

Medo das conseqüências de tal
Difícil manter-se forte e determinado

Difícil tranquilizar-se ... ter confiança.

Eu só sei que sigo... sem direção


Sem saber onde chegar... nem como

Mas não quero, não posso e não vou desistir

Rose Passos ***

domingo, 10 de maio de 2009

Um Amor para Recordar




"O amor é sofredor; é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." - Corinthios 13

domingo, 3 de maio de 2009

A Falta




Saudade louca sinto
Dos momentos mais perfeitos
Que nunca vivi
Dos meus sonhos
Que jamais poderei realizar

Saudade de um sentimento
Que um dia senti
Aquela falta na ausência
A euforia na presença
A ilusão eufórica de outrora.

Sinto saudade e não sinto
Dos sentimentos confusos
Da enebriação vulgar
Das correspondências nunca entregues
Das horas em que poderia viajar
Pelo espaço e pelo tempo
Com absoluto controle sobre tal.

Sinto saudade dos momentos inacabados
Dos desfechos imaginários
De um futuro bom que jamais chegou

Sinto saudade do que tive
E do que não tenho
Não de ti
Porque o ti há muito se perdeu
Inexiste na realidade
Fruto apenas de meus sonhos infantis
Que hoje amadureceu.

Sinto saudade do amor
Não do amado.

Rose Passos ***

sábado, 18 de abril de 2009

Pedaço meu




Há uma parte que me falta
Que não entendo o que seria
Me concentro em meus pensamentos
E neste sentimento
Que em tempos resurge
Para me atormentar

O que serias tu, sentimento insano?
Que me aflige,
Maneira tal
Que nem posso compreendê-lo?

Uma parte de mim
Que se foi... ou que se perdeu?
Pedaço de minh'alma desvairada
Perdida na imensidão do céu?

Onde estarias tu, pedaço meu?
Volta que me fazes falta!
Volta e me traz o que é meu!

Rose Passos

sábado, 11 de abril de 2009

Faces



"Quem foi que te ensinou a rezar?

Que santo vai brigar por você?
Que povo aprova o que você fez?
Não há porque chorar pelo que já morreu,
Deixa pra lá, eu vou, adeus.
Meu coração já se cansou de falsidade."
(Marcelo Camelo)




Faces


Não me diga como sou nem como posso ser
Não ponha palavras em minha boca
Muito menos queira jugar o que já fiz ou poderia fazer
Você não sabe meus motivos.
Você não me conhece!

Não tente ser o correto
Não queira aparecer
Não será desta maneira que conquistarás teu mundo
Não estou tentando roubá-lo
Tenho mais o que fazer

Não se iluda
A colheita está sendo apenas espelho do que você plantou
O passado há muito enterrado
Não poderá salvar o que já se perdeu

Não queira me jugar
Você não me conhece!

Não queira me culpar
Você não me conhece!

Você não sabe quem sou
Você não sabe de nada!

Rose Passos

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Janela e ônibus


Acordo, penso, sonho, me lembro... tantas coisas acontecem em nossa vida. Somos levados a conhecer outros caminhos... outros rumos... coisas novas... pessoas novas... Vivemos tanta coisa no período de um ano que tudo passa demasiadamente depressa, antes mesmo de percebermos que já passou... que já não é mais... Mudamos intensamente durante tal passagem... sem ao menos nos darmos conta disso. Atribue-se a nossa essência o conteúdo daquilo que tiramos proveito, daquilo que passamos ou enfim... deixamos de passar. Aos poucos vamos desenterrando aquele tesouro desconhecido e obscuro que existe na imensidão do nosso universo interior. E nos surpreendemos enfim. Tantas pessoas entram e saem de nossas vidas com tamanha freqüência, que nos acostumamos a perdê-las, antes mesmo que elas nos deixem de fato. Algumas deixam lembranças alegres, afetuosas, simples... como aquela noite magnífica de luar. Outras nos invade tão bruscamente, a qual furacão em alto mar. E na maioria das vezes quando estamos distraídos, dispersos. Viramos presa fácil e no que vai dar? Melhor nem comentar. Na vida somos todos peças do xadrez do infinito, guiados por trilhas desconhecidas, e são nossas escolhas que determinarão se encontramos a vitória ou a perdição.